Uma nova técnica estética que utiliza gordura humana de doadores falecidos para preenchimentos corporais tem ganhado espaço em clínicas nos Estados Unidos e despertado preocupação entre especialistas.
O método é divulgado como alternativa menos invasiva para aumento de glúteos, seios e outras regiões, mas entidades médicas alertam para a falta de comprovação científica sobre segurança e eficácia.
O procedimento envolve o AlloClae, produto desenvolvido pela Tiger Aesthetics a partir de gordura humana doada, processada e esterilizada para uso como preenchedor.
A proposta é evitar a retirada de gordura do próprio paciente, etapa comum em enxertos autólogos, e permitir uma aplicação mais rápida, com recuperação considerada mais simples.
Mesmo com valores elevados — que variam de cerca de US$ 10 mil a US$ 100 mil, o equivalente aproximadamente entre R$ 52 mil e mais de R$ 500 mil — e ainda sem validação científica, clínicas norte-americanas relatam procura crescente.
O material é utilizado principalmente para contorno corporal e tem sido apresentado como alternativa prática para quem busca resultados estéticos sem recorrer à cirurgia tradicional.
Fonte: Metrópoles


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