Adoecimento mental atinge 97% de servidores da Educação e 81% da Saúde

Uma pesquisa divulgada pela APEOESP revelou um cenário alarmante de adoecimento mental entre servidores públicos estaduais de São Paulo, especialmente nas áreas da Educação e da Saúde. O levantamento mostrou que 97,6% dos profissionais da Educação e 81,1% dos trabalhadores da Saúde afirmam que o sofrimento emocional está diretamente relacionado às condições de trabalho. A reportagem foi divulgada pelo Metrópoles.

Entre os sintomas mais relatados pelos profissionais da Educação estão ansiedade e síndrome do pânico, citadas por 41% dos entrevistados, além de distúrbios do sono, insônia e depressão. Quase um quarto dos trabalhadores afirmou já ter precisado se afastar do trabalho por questões relacionadas à saúde mental. Na área da Saúde, os relatos mais frequentes envolveram insônia, ansiedade, síndrome do pânico e depressão, com 16% dos profissionais informando afastamentos por adoecimento psicológico.

O estudo também identificou forte impacto físico associado às atividades profissionais. Entre os servidores da Educação, 80,2% disseram que os problemas físicos têm relação direta com o trabalho e mais de 60% já precisaram de afastamento médico. Na Saúde, 72,3% fizeram a mesma associação. As principais queixas físicas incluíram dores na coluna, hérnias, cefaleias frequentes e lesões por esforço repetitivo.

Segundo a pesquisa, fatores como sobrecarga de trabalho, pressão constante, desgaste emocional acumulado, falta de estrutura adequada e precarização das condições laborais vêm agravando progressivamente o quadro de sofrimento entre os servidores públicos. O levantamento reacendeu o debate sobre saúde mental no funcionalismo público e sobre a necessidade de políticas de prevenção, suporte psicológico e melhoria das condições de trabalho.