No acumulado de janeiro a julho, a arrecadação federal somou R$ 1,68 trilhão, um avanço de 9,8% nominal e de 4,4% real frente ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Receita, esses são os melhores resultados desde julho do ano passado, tanto no mês isolado quanto no acumulado de 2025.
Principais destaques da arrecadação
Receitas administradas pela Receita Federal: R$ 239 bilhões em julho (+5,8% reais)
Receitas de outros órgãos: R$ 15,2 bilhões (-11% reais)
IRPJ e CSLL: R$ 59,5 bilhões (+8,4%), influenciados por recolhimentos atípicos de R$ 3 bilhões
Previdência Social: R$ 58,3 bilhões (+3,4%)
PIS/Cofins: R$ 49 bilhões (+2,9%)
IRPF: R$ 6,2 bilhões (+9,8%), puxado pelas quotas da declaração anual
IRRF de residentes no exterior: R$ 6,9 bilhões (+16,3%), impulsionado por royalties, assistência técnica e juros sobre capital próprio
Setores que mais contribuíram
Entidades financeiras: +30,6%
Extração de minerais metálicos: +29,0%
Educação: +16,2%
Alojamento: +262,9%
Jogos de azar e apostas: arrecadação saltou de R$ 8 milhões para R$ 928 milhões em julho
O crescimento da arrecadação refletiu a elevação da massa salarial nominal em 10,6% em junho e a alta das importações em dólares (3,3%). Por outro lado, indicadores de atividade econômica mostraram retração, como a produção industrial (-2,2% em maio) e as vendas de bens (-3,0% no mesmo mês), indicando um desempenho desigual entre arrecadação e atividade real.


Relacionadas
Assessoria de Luan Santana afirma que cantor faz gesto do “L” há 19 anos e nega conotação política
Tarcísio acionará Justiça contra manifestantes que depredaram estação de metrô em SP
Flávio Bolsonaro denuncia chefe da PF de usar estrutura da corporação para beneficiar Lula nas eleições