Bolsonaro alegou surto e negou tentativa de fuga em audiência de custódia; prisão foi mantida

O ex-presidente Jair Bolsonaro atribuiu a medicamentos um episódio de surto que teria resultado na tentativa de danificar sua tornozeleira eletrônica. A declaração foi feita durante audiência de custódia realizada neste domingo (23), quando sua prisão preventiva foi mantida pela juíza auxiliar Luciana Sorrentino.

Durante o depoimento, que durou entre 30 e 40 minutos, Bolsonaro alegou que o incidente ocorreu por volta da meia-noite, contradizendo versão anterior na qual afirmava ter iniciado a tentativa de rompimento do equipamento no final da tarde. Ele informou que, no momento do ocorrido, estava sozinho, enquanto sua filha, um assessor e seu irmão mais velho dormiam na residência.

“Depoente [Bolsonaro] afirmou que estava com ‘alucinação’ de que tinha alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa”, diz a ata da audiência, protocolada pela juíza Sorrentino.

Bolsonaro também teria dito que “não se lembra de ter um surto dessa natureza em outra ocasião”, e falou que o episódio pode ter sido provocado por um medicamento novo. Ele disse que “começou a tomar um dos remédios a cerca de quatro dias antes dos fatos que levaram à sua prisão”, ainda segundo a ata.