O ex-presidente Jair Bolsonaro atribuiu a medicamentos um episódio de surto que teria resultado na tentativa de danificar sua tornozeleira eletrônica. A declaração foi feita durante audiência de custódia realizada neste domingo (23), quando sua prisão preventiva foi mantida pela juíza auxiliar Luciana Sorrentino.
Durante o depoimento, que durou entre 30 e 40 minutos, Bolsonaro alegou que o incidente ocorreu por volta da meia-noite, contradizendo versão anterior na qual afirmava ter iniciado a tentativa de rompimento do equipamento no final da tarde. Ele informou que, no momento do ocorrido, estava sozinho, enquanto sua filha, um assessor e seu irmão mais velho dormiam na residência.
“Depoente [Bolsonaro] afirmou que estava com ‘alucinação’ de que tinha alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa”, diz a ata da audiência, protocolada pela juíza Sorrentino.
Bolsonaro também teria dito que “não se lembra de ter um surto dessa natureza em outra ocasião”, e falou que o episódio pode ter sido provocado por um medicamento novo. Ele disse que “começou a tomar um dos remédios a cerca de quatro dias antes dos fatos que levaram à sua prisão”, ainda segundo a ata.
O que acontece agora?
Nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do Supremo vai julgar se mantém a decisão de Moraes, ou se revoga a prisão do ex-presidente. A sessão extraordinária será entre 8h e 20h.
Devem votar os ministros que compõem o colegiado: Flávio Dino (presidente da Turma), Cámen Lúcia e Cristiano Zanin. Moraes não vota, porque a decisão já é dele.






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