Com 113 assinaturas individuais, apoio de seis partidos, sindicatos e ONGs, o texto exige que o Brasil interrompa exportações de petróleo e negociações militares com Israel. Alega que o país desrespeita deliberações da Corte Internacional de Justiça, viola resoluções da ONU e impõe um bloqueio “cruel” a Gaza. O grupo, no entanto, ignora os ataques terroristas do Hamas e o sequestro de civis israelenses — pontos criticados duramente pela Federação Israelita de São Paulo.
A Fisesp manifestou “profunda preocupação” com o teor da carta, acusando os signatários de omissão deliberada e lembrando que Israel é uma democracia plural, que convive com diversas etnias e religiões, e tem o direito legítimo de se defender. Até o momento, o governo Lula não comentou se dará atenção à carta ou se pretende rever sua posição sobre o conflito no Oriente Médio. O caso evidencia o alinhamento ideológico de parte da esquerda brasileira com regimes e movimentos hostis ao Ocidente.


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