Coaf deveria ter informado o governo de Goiás, diz Caiado

O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD, ex-União Brasil), que esteve em evento com empresário fornecedor de seu governo com vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) culpou o governo federal por não prestar informações “para apontar quem tem problema ou não”. Em nota ao Metrópoles, ele disse que isso poderia ser feito com um aviso do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aos órgãos de controle estaduais.

“Se essas pessoas têm vínculo com o narcotráfico, isso deveria ter sido preventivamente informado ao governo do Estado, já que apenas o Coaf do governo federal tem acesso a dados do sistema financeiro que permitiriam a identificação e a ação preventiva”, afirmou o pré-candidato.

A função do Coaf é notificar autoridades investigativas, como Ministério Públicos e polícias, quando há um conjunto de operações financeiras suspeitas, não os governos estaduais. Mas nem todas as comunicações significam ocorrências de crimes.

A assessoria de Caiado recebeu perguntas enviadas pela reportagem e respondeu quase todas elas – menos uma que questiona seu entendimento sobre combate ao crime após seu chefe de segurança matar um delator do PCC. Ele disse que não mantém “relação pessoal” com advogada Maria Caroline Lazarini Dias, que dirigiu o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed). O Imed contratou como fornecedoras empresas ligadas a Thiago Telles, investigado pela Polícia Civil de São Paulo.

“Conheci a citada empresária na qualidade de prestadora de serviços ao governo e com ela não mantive ou mantenho relação pessoal de nenhuma natureza”, disse o ex-governador à reportagem.

Fonte: Metrópoles