Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, foi acusado criminalmente nos Estados Unidos, informou o governo americano nesta quarta-feira (20). As acusações se referem a um caso de 1996, quando duas aeronaves civis pertencentes à organização de exilados cubano-americanos “Irmãos ao Resgate” foram abatidas. Raúl Castro, que era ministro da Defesa na época, é acusado de ter ordenado o ataque, que matou quatro homens, incluindo três cidadãos americanos. Ele é acusado de conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de uma aeronave e homicídio. Há outros réus indiciados.
Americanos mortos
Em 24 de fevereiro de 1996, caças MiG-29 da Força Aérea de Cuba derrubaram dois aviões Cessna C-337 pertencentes ao grupo de exilados “Irmãos ao Resgate”. Quatro pessoas morreram, incluindo três cidadãos americanos (Armando Alejandre Jr., Carlos Costa e Mario de la Peña) e um residente cubano. Na época do ataque, Raúl Castro era o ministro da Defesa de Cuba e comandante das Forças Armadas.
Reabertura do caso
O caso, que ocorreu há 30 anos, foi reaberto com base em pressões de políticos republicanos da Flórida e representa uma nova escalada nas tensões entre os EUA e Cuba. A Cuba, na época, alegou que as aeronaves violaram seu espaço aéreo e realizaram atos de sabotagem, enquanto os EUA afirmaram que o ataque ocorreu em águas internacionais.


Relacionadas
Assessoria de Luan Santana afirma que cantor faz gesto do “L” há 19 anos e nega conotação política
Tarcísio acionará Justiça contra manifestantes que depredaram estação de metrô em SP
Flávio Bolsonaro denuncia chefe da PF de usar estrutura da corporação para beneficiar Lula nas eleições