O governo dos Estados Unidos vai reforçar as tropas e embarcações militares no Oriente Médio. As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram mais três navios de guerra e cerca de 2.500 fuzileiros navais para o Oriente Médio, segundo as agências de notícias Reuters e Associated Press (AP), com base em fontes do governo norte-americano.
As tropas e embarcações, que já saíram de uma base na Califórnia, ficarão inicialmente alocadas nas bases norte-americanas no Oriente Médio, e o governo dos EUA ainda não decidiu se enviará soldados para uma ofensiva por terra no Irã, ainda de acordo com as fontes das agências.
Após alta no petróleo, europeus decidem ajudar Trump a reabrir Estreito de Ormuz
Após rejeitar o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, países europeus e o Japão disseram nesta quinta-feira (19) que estão “prontos” para se juntar aos “esforços” para liberar a passagem pelo canal marítimo.
Em um comunicado conjunto, governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram ainda que vão tomar medidas para estabilizar o mercado de energia, afetado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico. O preço do petróleo disparou após os novos ataques.
A nota é um aceno ao governo de Donald Trump, que havia criticado os aliados após eles negarem o pedido por embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito. Nesta quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, chamou os países europeus de “ingratos”.
EUA fazem ataque na costa do Irã para tentar reabrir o Estreito de Ormuz
O Comando Central dos EUA disse ter utilizado na terça-feira (17) bombas de penetração profunda contra baterias anti-embarcações do Irã ao longo do Estreito de Ormuz. O objetivo dos americanos é reabrir o estreito, que o Irã mantém fechado desde o início da guerra.
“Horas atrás, as forças americanas empregaram com sucesso múltiplas munições de penetração profunda de 5.000 libras [cerca de 2.300 kg] contra posições fortificadas de mísseis iranianos ao longo da costa do Irã, perto do Estreito de Ormuz. Os mísseis de cruzeiro antinavio iranianos nessas posições representavam um risco para a navegação internacional no estreito”, diz o comunicado do Comando Central militar americano.
O Estreito de Ormuz é uma das principais vias marítimas de passagem de navios transportando petróleo no mundo. O governo iraniano e a Guarda Revolucionária declararam o estreito fechado para navios dos EUA, Israel e Europa. Cerca de 20% a 25% do petróleo mundial passa por Ormuz.





Relacionadas
Câmara aprova PEC que permite que igrejas paguem menos impostos
União e GDF fecham acordo para viabilizar empréstimo ao BRB
Israel diz ter matado novo líder do Hamas em Gaza