O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou as sessões plenárias consecutivas de ontem (9) e hoje (10), em uma tentativa drástica de conter uma crise institucional sem precedentes na Corte. O objetivo central do adiamento foi arrefecer os ânimos e evitar o primeiro encontro público dos magistrados desde o agravamento dos embates entre as alas do STF.
Fachin suspendeu os efeitos da decisão do ministro André Mendonça, que afastava a cúpula da Polícia Federal, sob a alegação de que o órgão teria sido utilizado, supostamente a mando do ministro Alexandre de Moraes, para investigar o próprio Mendonça. Da mesma forma, suspendeu a liminar subsequente do ministro Flávio Dino, que havia reintegrado a cúpula.
O presidente do STF justificou que a duplicidade de procedimentos gerava “tumulto processual” e risco de decisões contraditórias. A solução definitiva para os impasses foi pautada para uma sessão plenária extraordinária marcada para terça-feira (15).




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