Uma mulher de 32 anos, investigada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) por abandono e maus-tratos contra a própria mãe, uma servidora de 61 anos da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF), teria ficado com a aposentadoria da vítima, superior a R$ 7 mil.
A denúncia também aponta que a filha teria se apropriado do cartão bancário da vítima e realizado diversos saques e transferências, inclusive para contas de terceiros e para a própria conta. Segundo a investigação, os valores teriam consumido praticamente todo o benefício mensal recebido pela mãe.
A servidora vive acamada desde 2020 após ter um acidente vascular cerebral (AVC). Em abril deste ano, ela teria sido deixada pela filha, usuária de crack, trancada por dois dias em um quarto de motel em Águas Claras (DF), sem água e comida.
A vítima foi resgatada depois de gritar por socorro e chamar a atenção de funcionários do estabelecimento. Após o resgate, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada. Aos policiais, a servidora relatou que havia sido abandonada pela filha no quarto do motel.
Nessa quinta-feira (20/8), a Decrin instaurou um inquérito para investigar a filha pelos crimes de abandono e maus-tratos.
Desde que foi vítima de um AVC, em 2020, a servidora da Secretaria de Educação passou a depender integralmente de cuidados médicos e de terceiros para atividades básicas, como alimentação e higiene.
Após o AVC, a mulher foi morar em uma casa de repouso, onde recebia os cuidados necessários. No entanto, a filha teria insistido para que ela retornasse ao apartamento da família, sob a justificativa de que passaria a cuidar da mãe. O imóvel teria sido herdado pela filha, enquanto a servidora passou à condição de moradora.
Fonte: Metrópoles



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