Jovem retira metade do pulmão após câncer provocado por cigarro eletrônico aos 27 anos

Diagnosticada em novembro de 2024 com câncer de pulmão, após anos de uso excessivo de cigarros eletrônicos, a brasiliense Laura Beatriz Nascimento, de 27 anos, precisou retirar parte do órgão e fazer mudanças importantes no estilo de vida para se recuperar da doença.

Assim que recebeu o diagnóstico, Laura passou por uma cirurgia para retirar metade do pulmão e linfonodos comprometidos. Exames constaram que o procedimento foi suficiente para retirar o tumor e a jovem não precisou passar por quimioterapia, mas os médicos alertaram que os cuidados com o órgão não acabariam por ali.

Laura fez fisioterapia pulmonar entre fevereiro e junho deste ano para fortalecer a musculatura do órgão e passou a fazer exames a cada três meses para monitorar a saúde. Ela também tem realizado atividades físicas regularmente. A rotina inclui academia, corrida e aulas de natação para expandir a capacidade pulmonar.

“A princípio está tudo certo. Por mais que eu tenha tirado metade do meu pulmão, ele tem se expandido devido aos exercícios que tenho realizado. Os médicos me disseram que a minha recuperação só depende de mim”, conta a jovem.

A cirurgia para remover parte do pulmão ou todo o órgão é o procedimento mais indicado para tratar um câncer inicial e passível de cura. Nesses casos também pode ocorrer a retirada de linfonodos próximos para prevenir metástase. Em alguns casos, dependendo do tipo e a extensão, radioterapias, quimioterapias ou imunoterapias também podem ser associadas.

A reabilitação do câncer de pulmão é longa e multifacetada. Assim como no caso de Laura, o processo envolve fisioterapia respiratória e muscular.

Fonte: Metrópoles