Os desembargadores, no entanto, rejeitaram o pedido. No despacho, assinado em 9 de junho, o relator Ronaldo Sérgio Moreira da Silva descartou constrangimento ilegal e disse que as medidas eram adequadas e menos gravosas do que a prisão.
Juliana está afastada da vice-prefeitura de Ribeira desde 4 de agosto de 2025. De acordo com a Promotoria, o dinheiro desviado teria sido recebido pela empresa W. F. Da Silva Treinamentos Ltda., que tinha contrato com o município, e em seguida, repassado a uma vidente. Além de Juliana, Lauro e o empresário Willian Felipe da Silva, dono da W.F. Da Silva Treinamentos, também foram acusados de participar do esquema.
O caso veio à tona após um vereador de Ribeira afirmar ter visto dois comprovantes de pagamento suspeitos publicados no Instagram pelo perfil “Mentora Samantha”. Um deles, no valor de R$ 6 mil, estava no nome da vice-prefeita. O outro, de R$ 41,6 mil, era nominal à empresa.
O MPSP ainda apontou outros indícios que a W. F. Da Silva Treinamentos Ltda. estaria sendo usada para desvio de recursos públicos da saúde da cidade.
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