A JX é uma startup brasileira que desenvolveu uma plataforma de Inteligência Artificial (IA), destinada a disponibilizar o mapa completo do setor regulatório brasileiro. A plataforma da JX centraliza, estrutura e analisa decisões, processos, normas, projetos e regulamentos das Agências Reguladoras do país, transformando informações estratégicas (que hoje são fragmentadas e dispersas), em conhecimento plenamente acessível.
O problema
O Brasil vem consolidando sua posição como destino relevante de investimento estrangeiro direto, especialmente nos setores de infraestrutura, tecnologia, minerais críticos e energia. Nesse cenário, as Agências Reguladoras — ANEEL, ANP, ANATEL, ANVISA, ANS, ANA, ANTT, ANTAQ, ANAC, ANCINE e ANM — atuam como o elo de previsibilidade, que mitiga o “risco Brasil” para o investidor global. Para empresas e investidores, nacionais e estrangeiros, o acesso às bases de dados dessas Agências vai além do simples cumprimento de regras. Trata-se de uma questão de segurança jurídica e de vantagem competitiva, em um dos mercados mais burocráticos do mundo. Esses dados são essenciais para a valoração de ativos em processos de fusões, aquisições e valuation; para análise de mercado e de impacto regulatório sobre a estrutura de custos; para mapeamento de market share; e para participação em consultas públicas, leilões e licitações. Sem eles, o risco de litígios com a justiça local, ou de perda de capital por ineficiência operacional é altíssimo. Atualmente essas informações são fragmentadas e de difícil acesso, o que custa tempo, dinheiro e oportunidades, tanto para as empresas que investem no país quanto para os escritórios de advocacia e para a própria Administração Pública. Quanto mais transparentes e acessíveis forem os dados divulgados pelas Agências Reguladoras, maior será o fluxo de capital externo e, por conseguinte, a geração de emprego, riqueza e renda.
A solução
Para navegar nesse setor altamente complexo, a JX desenvolveu um extrator proprietário que já coletou todas as informações pertinentes (decisões, processos, regulamentações, estudos e demais documentos) de todas as Agências Reguladoras. Esses dados são estruturados e processados por uma Inteligência Artificial especificamente ajustada para o domínio jurídico-regulatório brasileiro, capaz de interpretar a terminologia técnica e as nuances contextuais dos julgados e normativos. Por meio de uma interface intuitiva, o usuário submete consultas e recebe, em segundos, uma análise direcionada com o resumo da resposta e a cópia integral de todas as decisões e normas que serviram de fundamentação, garantindo rastreabilidade e segurança jurídica. O que antes exigia dias de trabalho em múltiplas fontes dispersas, agora está disponível em poucos cliques.
A dimensão do mercado
De acordo com a Associação Brasileira de Agências Reguladoras (ABAR), 70% do PIB brasileiro passa pela regulação das Agências. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro de 2024 atingiu R$ 11,7 trilhões (U$ 2,2 trilhões). Cruzando-se com a estatística informada pela ABAR, deduz-se que o setor regulado do Brasil movimenta R$ 8,1 trilhões por ano (U$ 1,53 trilhões/ano). Considerando que o custo regulatório da indústria representa 4,1% da receita líquida (conforme informado pela CNI), o universo de negócios endereçável pela JX alcança R$ 332,1 bilhões por ano. Não existe, atualmente, nenhuma plataforma comercial no Brasil focada em análise regulatória, com base de dados exaustiva das Agências e com o grau de robustez da JX.
Público-alvo
A JX atende três segmentos principais: (i) empresas do setor privado (são mais de 906 mil empresas nacionais e estrangeiras, com faturamento superior a R$ 50
milhões/ano, incluindo centenas de concessionárias de energia, terminais portuários, operadoras de telecomunicações e transportadoras); (ii) escritórios de advocacia (o país conta com mais de 1,4 milhão de advogados e 1.800 escritórios de destaque, muitos deles especializados em infraestrutura e regulação); (iii) a Administração Pública (as próprias Agências Reguladoras, Tribunais, Ministérios, Congresso Nacional e cerca de 400 empresas públicas).
Modelo de negócio
A JX opera no modelo SaaS com assinaturas corporativas recorrentes e licenciamento White Label.
Mauro Souza e Matheus Depieri
Mauro Souza é engenheiro elétrico com pós-graduação em robótica e mestrado em telecomunicações. Atuou como gestor do SERPRO, diretor de tecnologia no STJ e no STF e diretor de tecnologia na Presidência da República. Foi presidente do Conselho de Modernização dos Correios, e diretor executivo de empresas nacionais e multinacionais. No momento é sócio fundador e CEO da Quantum Tecnologia, sócio e CEO da BX Analytics, CEO da JX Tecnologia e IA e diretor da Regional Brasília da FUNCEX (Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais). Autor do livro “Política de Tecnologia da Informação no Brasil: um Caminho para o Século XXI”, foi professor de pós-graduação da Universidade Católica de Brasília e eleito IT Leader pelo International Data Group. Foi membro do Comitê Executivo do Governo Eletrônico (destinado a instituir a política de tecnologia da informação do Governo Brasileiro) e membro do Comitê Executivo para a Política de Segurança das Informações do Governo Federal.
Matheus de S. Depieri é advogado e empresário, sendo sócio da Depieri Souto Advogados, consultor do Madruga BTW e sócio/CFO da JX Tecnologia e IA. É mestre em Direito (LL.M., First Class) pela University of Cambridge e bacharel em Direito pela Universidade de Brasília.






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