O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou do presidente da Corte, Edson Fachin, uma posição sobre a decisão de Flávio Dino de reconduzir Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal (PF), apurou Oeste.
Nos bastidores, pessoas próximas a Mendonça classificam a medida como “ilegal” — o despacho de Dino estabelece que a ordem se submete exclusivamente ao plenário, no entanto não determina sua inclusão em pauta.
Para determinar o retorno de Rodrigues, Dino acolheu um pedido apresentado pelo próprio delegado em outro processo, sob sua relatoria.
Trata-se da Petição 16.669, que apura o envio de emendas parlamentares destinadas a empresas que supostamente também seriam responsáveis pelo filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesse procedimento, Dino havia autorizado a PF a acessar material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo. Por isso, Rodrigues argumentou que seu afastamento prejudicaria a organização da equipe responsável pelas investigações.
Dino adotou esse argumento para justificar sua intervenção. Conforme o magistrado, caberia a ele proteger a execução das ordens expedidas nos processos sob sua responsabilidade e evitar interferências que prejudicassem os trabalhos policiais.
Fonte: Revista Oeste




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