Segundo o Times of Israel, pela primeira vez uma jovem recebeu um marca-passo com uma tecnologia inovadora. O Wolfson Medical Center instalou o aparelho em Shahad, de 18 anos de idade, uma palestina da Faixa de Gaza. O hospital em Holon, na região central de Israel, fez o procedimento de forma a resolver um problema crônico da jovem.
“Substituímos o marca-passo dela várias vezes ao longo dos anos, mas seu corpo continuou rejeitando-os. Ela também desenvolveu tecido cicatricial inflamado no local da implantação no peito. Não importa como a tratamos com antibióticos locais e sistêmicos, mas o problema continuou recorrente”, explicou Sagi Assa ao jornal israelense. Assa é chefe da Unidade de Cardiologia Intervencionista Pediátrica do hospital.
O marca-passo recebido por Shahad é idêntico ao implantado no primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, em julho deste ano. O aparelho é menor do que o usado normalmente e não há necessidade de incisão cirúrgica. Tampouco deixa cicatrizes no corpo dos pacientes. A vida útil da bateria pode durar pelo menos duas décadas.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as baterias de marca-passos tradicionais costumam durar entre sete e 12 anos.
O tratamento à jovem palestina foi realizado pela organização Save a Child’s Heart (Salve o Coração de uma Criança, em tradução livre), organização humanitária israelense que atua para salvar vidas de crianças de países onde o acesso a cuidados cardíacos pediátricos é limitado ou mesmo inexistente.


Relacionadas
Brasil não faz boa apresentação e estreia apenas com o empate diante de Marrocos
Após ciclo de preparação tumultuado, Brasil estreia hoje na Copa do Mundo
PV fecha questão por Ricardo Dias