O ministro Alexandre de Moraes sinalizou que aceita o embate com o ministro André Mendonça no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados de Moraes avaliam que há maioria no colegiado para declarar a nulidade dos atos praticados por Mendonça relacionados à condução do caso envolvendo o Banco Master.
A disputa escalou após a divulgação de relatórios e questionamentos sobre a atuação processual de Mendonça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou a validade do relatório produzido pela Polícia Federal a partir de uma determinação de Mendonça, que acabou expondo mensagens envolvendo Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Paralelamente, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, avaliou que a ordem de Mendonça poderia configurar abuso de autoridade e resultar na nulidade de atos da investigação.
Mendonça também se encontrou com Vorcaro
Nesta quarta-feira (2), áudios e mensagens extraídos do celular de Daniel Vorcaro revelaram que o ministro André Mendonça também se reuniu com o empresário, então dono do Banco Master.
O encontro ocorreu em 14 de março de 2025, em São Paulo, na sede do Instituto ITER, instituição fundada por Mendonça. Segundo as mensagens divulgadas, a reunião teria durado aproximadamente duas horas. A aproximação entre Vorcaro e o ministro teria sido articulada pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira.
Mendonça confirmou que recebeu Vorcaro uma única vez, em março de 2025, e afirmou que o encontro ocorreu por iniciativa do empresário e que ele se limitou a ouvi-lo. Segundo a nota do ministro, a conversa tratou exclusivamente da Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, processo que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco Master e que estava em julgamento no STF.


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