A adolescente retornava para casa quando, durante o trajeto, o motorista do app 99 passou a fazer perguntas sobre a vida pessoal da menina. Um dos questionamentos era se ela tinha namorado e se era virgem.

Em determinado momento, o homem tocou na perna da garota, a beijou no rosto e cheirou o seu cabelo. A menina ficou com medo e passou a gravar a conversa que vinha tendo com o motorista.

No áudio encaminhado à mãe, era possível ouvir o suspeito perguntando se poderia dar um beijo na boca dela e se a menina gostaria de ver o pênis dele. “Ele é diferente, ele é branco. Faço o que você quiser, se você mandar eu sentar igual um cachorrinho eu sento”, disse o motorista.

Ainda segundo a ocorrência, o motorista manifestou interesse em levar a menina para um motel da cidade. Isso fez com que ela compartilhasse com a mãe a localização em tempo real. A menina então passou a chorar, e o homem a deixou em casa.

Após a repercussão do caso, a adolescente não retornou à escola na segunda-feira (4) por ainda estar traumatizada com o ocorrido. Além disso, segundo a mãe, a jovem não voltará a andar com motoristas de aplicativo sozinha.

O que disse o aplicativo

“A 99 lamenta o ocorrido e informa que possui uma política de repúdio e tolerância zero em qualquer caso de violência, especialmente contra assédio e violência sexual. Assim que a empresa tomou conhecimento do caso, o perfil do motorista parceiro foi bloqueado da plataforma.

Uma equipe especializada está em contato com a família da passageira prestando acolhimento e orientações para acionamento do seguro, que inclui apoio psicológico. A empresa segue à disposição para colaborar com as investigações das autoridades.”