Três navios de guerra dos Estados Unidos devem chegar nesta quarta-feira (20) à costa da Venezuela, em uma operação militar voltada ao combate ao narcotráfico na América Latina. A informação foi divulgada pela agência Reuters no início desta semana.
A força naval americana inclui destróieres equipados com mísseis guiados “U.S. Aegis”, que fazem parte de uma mobilização mais ampla que prevê o envio de aproximadamente 4 mil marinheiros e fuzileiros navais para as águas latino-americanas.
Estratégia de combate ao narcotráfico
A movimentação militar faz parte de uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos para impedir que drogas ilícitas entrem em território americano. Em pronunciamento recente, a secretária de imprensa da Casa Branca afirmou que a administração está preparada para utilizar todo o poder americano no combate ao tráfico de drogas.
Nas últimas semanas, foram emitidas ordens ao Pentágono para utilizar força militar no combate aos cartéis, classificados como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A operação representa uma intensificação significativa nas ações de combate ao narcotráfico na região.
Recompensa pela captura de Maduro
No último dia 7, os EUA anunciaram que irão pagar até US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação de Nicolas Maduro. O valor é maior do que o oferecido por detalhes do paradeiro de Osama Bin Laden após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, Maduro é um dos “maiores narcotraficantes do mundo” e representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.
Os EUA acusam Maduro formalmente de narcoterrorismo desde março de 2020, durante o primeiro mandato de Donald Trump. Na época, o governo passou a oferecer uma recompensa de US$ 15 milhões (cerca de R$ 75 milhões).
Já Maduro anunciou a mobilização de milicianos ante as ameaças dos EUA. “Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas”, anunciou.
A milícia é composta por reservistas e foi criada pelo ex-presidente Hugo Chávez, que governou entre 1999 e 2013. O grupo atua como um apoio às Forças Armadas na “defesa da nação”.


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