Países da União Europeia aprovaram nesta sexta-feira (9) um acordo comercial com o Mercosul, abrindo caminho para que o bloco europeu assine, já na próxima semana, o maior tratado de livre-comércio de sua história.
O apoio foi formalizado em uma reunião de embaixadores da União Europeia em Bruxelas, e aprovado pelo Conselho Europeu. A decisão, que ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu para entrar em vigor, avançou apesar da oposição da França e de um grupo de outros países.
Ao todo, 21 dos 27 países da União Europeia votaram a favor do acordo. França, Hungria, Polônia e Irlanda se posicionaram contra, enquanto a Bélgica optou pela abstenção. Segundo o ministério das relações exteriores da Argentina, o acordo será assinado no dia 17 de janeiro, no Paraguai.
Brasil é o maior beneficiário
Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira.
No setor agropecuário, o acordo prevê a eliminação das tarifas de importação sobre 77% dos produtos que a União Europeia compra do Mercosul. Com isso, o setor poderá ampliar as exportações de itens como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais, cujas taxas de importação serão gradualmente zeradas no mercado europeu.
As tarifas serão reduzidas em prazos que variam de quatro a dez anos, a depender do produto.
Já produtos considerados “sensíveis” pelos europeus, como carnes bovina e de frango, estarão sujeitos a cotas de exportação, por competirem diretamente com a produção local.






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