Vencedora do Nobel da Paz é transferida para hospital em Teerã

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz e ativista Narges Mohammadi foi transferida para um hospital em Teerã mais de uma semana depois de ter sido internada com crise cardíaca, informou sua fundação no domingo (10). A mesma fundação divulgou uma foto de Mohammadi, porém, não há confirmação sobre a data do registro.

Sua transferência ocorre após dias de apelos de sua família e de outras pessoas que descreveram seu estado como crítico. Sua fundação disse que ela obteve suspensão condicional da pena de prisão sob fiança. Não ficou claro por quanto tempo sua pena ficará suspensa, disse a fundação.

Mohammadi estava presa desde dezembro na prisão de Zanjan. Ela perdeu a consciência duas vezes e foi transferida para um hospital local em 1º de maio.

Prisão

Narges Mohammadi está presa devido ao seu longo histórico de ativismo contra o governo do Irã, especificamente por sua luta contra a opressão das mulheres e a pena de morte. Embora tenha passado boa parte das últimas décadas entrando e saindo da prisão, os motivos específicos de sua detenção mais recente e das condenações atuais incluem:

Prisão mais recente (Dezembro de 2025): Ela foi detida violentamente em 12 de dezembro de 2025 na cidade de Mashhad. O motivo foi sua participação no funeral do advogado Khosrow Alikordi, onde ela criticou as autoridades e, segundo a promotoria iraniana, incentivou os presentes a entoar slogans que “violavam normas” e “perturbavam a ordem pública”.

Condenação em Fevereiro de 2026: Enquanto já estava detida, um tribunal revolucionário a condenou a mais 7 anos e meio de prisão. As acusações formais foram de conspiração e conluio contra a segurança nacional (6 anos) e propaganda contra o sistema islâmico (1 ano e meio).

Histórico acumulado: Ela ainda possui penas remanescentes de condenações anteriores que somam cerca de 18 anos. Ao longo de sua vida, ela já foi presa 14 vezes e condenada a um total de mais de 44 anos de prisão e 154 chibatadas por seu trabalho em direitos humanos.