Vice-prefeita é denunciada por gastar mais de R$ 40 mil do cofre público para pagar “amarração do amor”

A Justiça de São Paulo determinou o afastamento imediato de Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita de Ribeira, no interior do estado, acusada de utilizar verba pública para pagar uma “amarração” amorosa. Além dela, também foi afastado o alvo do trabalho espiritual e coordenador da Saúde do município, Lauro Olegário da Silva Filho.

A decisão, do juiz Yuri Rodrigues Santos Santana Barberino, do Foro de Apiaí, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), é desta segunda (4/8). O magistrado determinou ainda a suspensão da função pública de Juliana e Lauro, tirando de ambos o direito a receber os vencimentos pelos cargos que desempenhavam.

Eles também não podem acessar e frequentar nenhuma dependência da Prefeitura de Ribeira, “sob pena de revogação do benefício e decretação de prisão preventiva”.

A dupla fica impedida ainda de ter contato com todas as testemunhas arroladas na denúncia oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), bem como com servidores da área da saúde municipal e dos departamentos de compras, licitação e contratos e servidores da contabilidade e tesouraria do município.

Essas últimas determinações foram estendidas a William Felipe da Silva, dono da W. F. Da Silva Treinamentos Ltda., empresa acusada de triangular o uso de verba pública municipal para contratar o serviço de “amarração”.