Vorcaro negociou imóvel para ex-presidente do BRB: ‘Preciso dele feliz’

A investigação da Polícia Federal (PF) que levou à prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa revela mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre apartamentos que seriam oferecidos ao executivo para facilitar um esquema envolvendo o banco.

Em uma das conversas, ao tratar de um imóvel, Vorcaro afirma a uma corretora: “Preciso dele feliz. Reverte isso aí”. Vorcaro procurou a profissional após Paulo Henrique dizer que ficou decepcionado por não conseguir visitar um dos apartamentos que fazia parte do acordo entre eles.

A PF ponta que o ex-presidente do BRB negociou pelo menos seis imóveis de Vorcaro em troca de supostamente facilitar os negócios entre os dois bancos. Os imóveis são avaliados em cerca de R$ 140 milhões. Dois dos empreendimentos estão sediados em Brasília e outros quatro na cidade de São Paulo.

Daniel Vorcaro e caso Master

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso preventivamente desde 4 de março de 2026, após ser alvo da 3ª fase da Operação Compliance Zero. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e mantida por unanimidade pela Segunda Turma da Corte.

Principais Acusações

As investigações da Polícia Federal apontam Vorcaro como o líder de um esquema de fraudes financeiras e corrupção. As acusações incluem:

  • Corrupção Ativa: Suspeito de pagar propina ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em troca de facilitação em negócios fraudulentos.
  • Lavagem de Dinheiro: Uso de imóveis de luxo e fundos administrados por laranjas (como o advogado Daniel Monteiro) para ocultar a origem ilícita de recursos.
  • Organização Criminosa e Coação: Acusado de liderar uma “milícia privada” para ameaçar desafetos e testemunhas, incluindo coação contra jornalistas.
  • Fraude Bancária: Gestão temerária envolvendo carteiras de crédito sem lastro e tentativa de “salvar” o Banco Master através de uma venda bilionária ao BRB, que foi vetada pelo Banco Central.