A análise das conversas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, mostra o uso recorrente de dados de servidores do Ministério Público Federal (MPF) para acessar processos sigilosos contra desafetos do banqueiro. As informações constam de relatórios da Polícia Federal (PF) encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), e fazem parte dos processos que tiveram o sigilo levantado nesta quinta-feira (10) após determinação do presidente Edson Fachin.
Conforme o GLOBO mostrou, “a turma” de Vorcaro, grupo do qual faziam parte o “Sicário” e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, monitorava e intimidava pessoas que consideravam desafetos — a lista de ameaçados ia de chef de cozinha e barqueiro até gestor de fundo de investimento que denunciou irregularidades do Master. E uma das táticas de monitoramento era o acesso a dados sigilosos de processos judiciais e investigações policiais desses desafetos, o que muitas vezes era feito usando o login de Alina Franco Boueres de Araújo, uma servidora do MPF lotada na procuradoria da República do Maranhão, ou de Daniel Souza Iost, do MPF do Rio Grande do Sul.



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