Datafolha mostra que estratégias nacionalistas de Lula e do PT não recuperaram a imagem de Lula e do Governo

O péssimo governo, do ponto de vista prático, que Luiz Inácio Lula da Silva realiza neste seu terceiro mandato parece mesmo não ter outro rumo que não o fracasso. Até mesmo o embate entre Lula e Donald Trump, que o PT e os governistas comemoraram como a salvação do petismo,  não alterou a percepção imediata da população sobre o governo brasileiro. Segundo pesquisa Datafolha, 40% dos entrevistados reprovam a gestão petista, enquanto 29% a consideram ótima ou boa. Os dados refletem estabilidade em relação ao levantamento anterior.

Marqueteiros e estrategistas ligados ao Planalto esperavam que o discurso nacionalista adotado após as sanções americanas impulsionasse sua imagem. Apesar de slogans patrióticos e campanhas nas redes sociais, a aprovação do presidente não apresentou evolução significativa, frustrando as projeções de ganho imediato.

Trump aplicou tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, justificando a medida como resposta à suposta perseguição contra Jair Bolsonaro. O republicano chegou a sugerir que a suspensão dos julgamentos contra o ex-presidente poderia influenciar na revisão das taxas, aumentando a pressão sobre o governo Lula.

O Planalto reagiu com uma estratégia de comunicação intensiva, explorando símbolos nacionalistas como o boné com a frase “O Brasil é dos Brasileiros” e disseminando campanhas nas redes sociais. Mesmo elogiada por analistas políticos, a ofensiva digital não impactou as pesquisas de opinião.

O Datafolha mostra que a reprovação de Lula, hoje em 40%, ainda se mantém abaixo dos índices registrados por Bolsonaro em momento similar de mandato, quando oscilavam entre 51% e 53%. Ainda assim, os dados indicam que o desgaste de imagem não foi revertido pelo episódio do tarifaço.

Fatores econômicos como o controle da inflação, a estabilidade do emprego e a gestão da crise do INSS ajudaram a conter uma possível piora na imagem do governo. Entretanto, setores como a classe média baixa, os mais ricos, evangélicos e moradores do Sul concentram as maiores taxas de reprovação.