Um funcionário do governo dos Estados Unidos que atuava no Brasil deixou o país após o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) adotar medidas de reciprocidade em relação a determinações do governo norte-americano.
Michael Myers trabalhava junto à Polícia Federal (PF) na troca de informações desde 2024, como parte de um acordo de cooperação entre os dois países. Ele deixou o país na quarta-feira (23), segundo fontes do governo dos EUA.
O fundamento foi adotado após o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA divulgar que o governo Donald Trump ordenou que um delegado brasileiro que atuou no caso da prisão de Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixasse o país.
Um segundo norte-americano também foi alvo de medidas. Ele teve o acesso à Polícia Federal suspenso, mas, ao menos por enquanto, não deixará o Brasil. Por isso, não teve a identidade divulgada.
EUA mandam delegado brasileiro envolvido na prisão de Ramagem deixar o país
Os Estados Unidos ordenaram que o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho, envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, deixe o país. A medida foi divulgada na segunda-feira (20) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano.
Os EUA afirmaram em uma rede social que o delegado brasileiro tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país. O delegado da PF Marcelo Ivo estava em Miami desde março de 2023 e atuava em missões junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE).
Prisão e soltura
Ramagem foi detido no dia 13 de abril em Orlando, na Flórida, pelo ICE devido a questões migratórias, uma vez que teria entrado clandestinamente no país vindo da Guiana. Após dois dias de detenção, ele foi liberado pelas autoridades norte-americanas. Ramagem aguarda em liberdade a análise de seu pedido de asilo político nos EUA.


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