A circulação de um vídeo nas redes sociais elevou a tensão em áreas do sudeste do Pará após indígenas ameaçarem atacar uma torre de transmissão e incendiar um linhão de energia, caso não haja resposta do governo federal sobre a criação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Carajás.
A possível ação preocupa autoridades, já que a estrutura é considerada essencial para o fornecimento de energia elétrica na região. Um eventual dano pode comprometer o abastecimento em Marabá e em municípios vizinhos.
A gravação mostra um dos manifestantes identificado como Jakure Pepkrakte, filho de Zeca Gavião. O grupo também anunciou novas medidas de pressão: o bloqueio da BR-222, no trecho entre Marabá e Bom Jesus do Tocantins, a partir das 7h desta terça-feira (5), por tempo indeterminado.
Apesar da mobilização, há divergências internas entre as aldeias da região. Nem todas apoiam o tom das ameaças ou a escalada das ações anunciadas pelos manifestantes.
O protesto reúne 14 povos indígenas, entre eles Xikrin e Gavião, que já somam 29 dias de mobilização. Eles cobram a criação do DSEI Carajás com sede em Marabá, melhorias no atendimento de saúde nas aldeias e maior acesso a serviços federais.
Sem avanço nas negociações, o movimento tem ampliado sua articulação e busca uma reunião direta com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Os indígenas afirmam que vão intensificar a pressão até obter respostas concretas às reivindicações.
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