O Departamento da Justiça dos Estados Unidos divulgou na segunda-feira (28) uma recompensa de US$ 25 milhões (cerca de R$ 140 milhões) para quem tiver informações “que levem à prisão e/ou condenação” de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela.
Um cartaz com a foto do político e o valor da recompensa foi compartilhado pela conta oficial da Administração de Repressão às Drogas do país, ligada ao Departamento de Justiça.
Segundo a imagem, Maduro é acusado de “conspiração com o narcoterrorismo, com a importação de cocaína, com o uso e transporte de armas e objetos destruidores em fomento a um crime de tráfico de drogas”.
O órgão também procura informações sobre Diosdado Cabello Rondón, ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa da Venezuela.
Os EUA acusam o presidente venezuelano de integrar um suposto grupo criminoso chamado de “Cartel de Los Soles”.
Cartel de Los Soles
O Cartel de Los Soles é um suposto grupo criminoso que, segundo Washington, corrompeu os mais altos escalões políticos, militares e judiciais da Venezuela desde o final da década de 1990 para enviar drogas aos Estados Unidos.
A designação do Cartel de Los Soles segue outras feitas pelo governo do presidente Donald Trump contra diversas organizações criminosas latino-americanas, como o venezuelano Tren de Aragua e os mexicanos Sinaloa e Jalisco Nueva Generación, entre outros.
Ao fazer essas designações, os EUA também abrem caminho para que suas forças de segurança realizem ações diretas contra os grupos mencionados, inclusive em outros países.
Sanções
Na última sexta-feira (25), o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro norte-americano, classificou o Cartel de Los Soles como uma organização terrorista estrangeira.
A medida bloqueia bens do grupo nos EUA e proíbe transações com cidadãos norte-americanos, sob risco de penalidades civis ou criminais.
Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a sanção procura expor a suposta facilitação do narcoterrorismo pelo regime de Maduro.
As tensões entre os EUA e Maduro se intensificaram após a eleição presidencial de julho de 2024 na Venezuela, considerada fraudulenta pelos Estados Unidos e outros países.
Maduro assumiu um terceiro mandato apesar de evidências de que seu adversário, Edmundo González, venceu com ampla margem, de acordo com registros de votação disponíveis publicamente.
Os EUA reconhecem González como presidente eleito e pedem que Maduro deixe o poder.


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