O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta sexta-feira (6) que o magistrado não teve acesso aos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do banqueiro Daniel Vorcaro enquanto ficou na relatoria do caso Master.
Segundo Toffoli, esse material só foi recebido pelo Supremo após o ministro André Mendonça assumir a relatoria do caso, em 12 de fevereiro.
As mensagens encontradas pela PF levaram a deflagração da 3ª fase da Operação Compliance Zero nesta semana, com o retorno de Vorcaro para a prisão, e, segundo investigadores, revelaram detalhes de uma engrenagem criminosa movida por corrupção.
Grupo no WhatsApp
Diálogos de Vorcaro constam na decisão do ministro André Mendonça que autorizou nova prisão do banqueiro. Segundo o magistrado, os diálogos indicam tentativas de monitoramento, intimidação e ameaça contra pessoas consideradas adversárias do grupo investigado.
As conversas foram feitas em um grupo de WhatsApp, denominado “A Turma”, que tinha a função de coordenar as atividades de intimidação. O líder do grupo no WhatsApp é o agiota Luiz Phillipi Mourão, que também foi preso.
Em uma das mensagens, Vorcaro pede ao grupo para forjarem um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, da Globo, e “quebrar todos os dentes”. Em outra, Vorcaro pede diretamente a Mourão, que era chamado pelo apelido de “Sicário”, para “moer” uma empregada que o estaria ameaçando: “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda.” Mourão, então, pergunta: “O que é para fazer?”. Ele responde: “Puxa endereço tudo”.






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