Senadores pedem à PF reforço na segurança de André Mendonça

Foto: Carlos Moura/STF

Os senadores Magno Malta (PL) e Eduardo Girão (Novo) solicitaram à Polícia Federal a avaliação de medidas adicionais de segurança para o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF.

Em ofício enviado ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, os parlamentares afirmam que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero indicam a existência de uma estrutura criminosa complexa, com elevado poder econômico, atuação organizada e capacidade de monitoramento e intimidação.

No documento, os senadores registram preocupação com a integridade física do ministro André Mendonça “diante da dimensão do esquema investigado”.

Segundo eles, o cenário recomenda “cautela e a eventual adoção de reforço na proteção” para assegurar o pleno exercício da função jurisdicional.

Ao final, solicitam que a direção da Polícia Federal avalie o pedido e, se necessário, implemente providências dentro de suas atribuições.

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso nesta quarta-feira (4/3) em mais uma fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, contra irregularidades na instituição financeira. A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça após a descoberta de que Vorcaro planejava ordenar ataques físicos a pessoas que, segundo ele, poderiam prejudicá-lo.

Ex-capanga de Vorcaro, Luiz Philippe Mourão, que também foi alvo da operação, morreu na noite desta quarta-feira. A Polícia Federal afirma que ele tirou a própria vida dentro da cela em que estava preso, na Superintendência da PF em Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central (BC).

As ordens de afastamento tiveram como alvo dois servidores do BC: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana. Ambos estavam afastados das funções pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.

Fonte: Metrópoles